Da Solitária.
Aqui dentro
Densas neblinas
Frio
Vento.
Eu bato contra as paredes
E depois eu canso
E me sento
exausta
É tão gelado
Tao sombrio
Tem um vazio
E só
Não há entradas
Não há saída
Eu já acostumei
Com o silêncio
Com a neblina
Não espero liberdade
Nem companhia.
Só que tem dias
que dói mais
A escuridão e o isolamento
Mas depois passa
Tudo passa
Só essa neblina
Que não.
Por isso não luto
Mais
Deixo-me envolver
Por ela
Sem desespero
Sem ilusão
E quando me sinto sufocada
Eu choro
O choro dos perdidos
Dos prisioneiros
Dos rendidos
Eu choro e não luto
Aprendi nesta nebulosa
Prisão
Chorar é digno e alivia
Mas lutar esgota
E é em vão.
Elis Campos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário